
Sentada na varanda de casa, ela via o tempo passar e nada mudar. Seus pensamentos a levaram para alguns meses atrás, aquela cena estava se repetindo novamente. Entre seus dedos, o cigarro exalava o cheiro de tristeza e nos lábios, o gosto amargo da solidão. E ela, apenas se movia para tragar-lhe a alma naquela droga. Uma lágrima brotou-lhe e desfaleceu-se em seu rosto. Teu semblante era o mesmo. Tuas mãos trêmulas e a mania de cobrir os lábios com os dedos, enquanto viajava em seus pensamentos, continuavam presentes. Nada havia mudado, a não ser a dor. Antes, a dor de não ter por perto. Agora, a dor de não ter.
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